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Pesquisa avalia fatores associados ao início da vida sexual em adolescentes


Foto: Agência Notisa

Resultados revelam contextos importantes que parecem ter um forte significado na iniciação sexual, como o namoro, a presença de irmão(ã) que já passou por gravidez antes de uma união e os valores e atitudes maternos e paternos acerca da sexualidade.

A iniciação sexual não ocorre de forma homogênea entre homens e mulheres, grupos sociais ou entre gerações, sugerindo que um conjunto de fatores complexos pode determinar a tomada de decisão em iniciar a vida sexual ou adiar esse evento para um momento considerado mais adequado. Isso é o que mostram Ana Luiza Borges e equipe da Universidade de São Paulo em um estudo realizado com 383 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos, matriculados em uma unidade básica de saúde da família do Município de São Paulo.

O trabalho teve como objetivo descrever os aspectos individuais e familiares associados ao início da vida sexual desses adolescentes. De acordo com artigo publicado na edição de julho de 2007 dos /Cadernos de Saúde Pública/, ?numerosos fatores têm sido descritos como associados ao início da vida sexual, entre eles algumas características nomeadas /individuais/, tais como idade, cor, sexo, religião, escolaridade e a situação de trabalho, bem como aquelas consideradas /familiares/, ou seja, relativas à comunicação e ao relacionamento entre pais e filhos, à supervisão parental e à estrutura familiar?.

Os resultados mostram que o namoro e a idade estiveram associados ao início da vida sexual dos adolescentes. No entanto, somente entre os homens, os pesquisadores observaram como fatores associados variáveis relacionadas aos pais e mães e, apenas entre as mulheres, variáveis relacionadas à propriedade do domicílio e aos irmãos. Dessa forma, segundo eles, ?o namoro e as questões familiares, tais como os valores parentais no tocante às práticas sexuais de adolescentes e a presença de irmão(ã) que já passou por gravidez antes de uma união, são aspectos que necessitam ser incorporados na formulação de políticas de saúde reprodutiva e sexual voltadas aos adolescentes, pois mostraram ser determinantes na iniciação sexual dos jovens entrevistados?.

De acordo com a equipe, os achados indicam novos caminhos a serem percorridos nas ações de pesquisa e atenção básica à saúde que tenham como sujeitos os adolescentes, principalmente aqueles pertencentes a grupos sociais mais desfavorecidos. ?O olhar voltado à família como instrumento de promoção da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes faz mais sentido ainda se relembrarmos que há, no país, uma política de reorientação da atenção primária à saúde voltada à família, que é o PSF, já implantado, em maior ou menor extensão, em todas as regiões do país?, explicam no artigo.


Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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