São Paulo tem o maior número de casos de tuberculose do país
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Foto: Agência Notisa
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Isso é o que mostra pesquisa cujo objetivo principal foi avaliar a
resistência a drogas antituberculose em pacientes com HIV. Resultados
apontam que cerca de 1/5 foram resistentes ao menos a uma droga, sendo
10,6% multiresistentes. Na maioria dos casos, houve associação à
história de tratamento anterior com medicamentos de combate à doença. A
resistência em Santos é de quase 20%.
A incidência de tuberculose vem crescendo em várias regiões do mundo
desde a década de 80. Esse aumento tem sido atribuído, principalmente, à
deterioração das medidas de controle, às precárias condições econômicas
e à epidemia da doença pelo HIV/AIDS. Juntamente com o maior número de
casos, têm aumentado também os registros de resistência bacteriana às
drogas antituberculose, com alta prevalência entre os pacientes
aidéticos, o que tem causado enorme preocupação. Na Baixada Santista, a
resistência é de quase 20%, como mostram Luciana Rozman e equipe da
Universidade de São Paulo em um estudo realizado de janeiro de 1993 a
março de 2003 que se baseou na análise de prontuários de 301 pacientes.
O objetivo do trabalho foi avaliar a freqüência de resistência, o perfil
de sensibilidade do Mycobacterium tuberculosis às drogas antituberculose
e os fatores predisponentes à resistência entre os indivíduos HIV+ nos
municípios de Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande e Guarujá no
Estado de São Paulo. De acordo com artigo publicado na edição de maio de
2007 dos Cadernos de Saúde Pública, o Brasil é o 15º colocado em número
de casos estimados de tuberculose, apresenta o maior número de casos da
América Latina e está entre os 22 países considerados prioritários pela
OMS. O estado de São Paulo apresenta o maior número absoluto de casos de
tuberculose, com aproximadamente 21 mil notificações por ano, sendo os
maiores coeficiente de incidência encontrados na região da Baixada
Santista.
Os resultados mostram que dos casos analisados, 81,1% foram sensíveis a
todas as drogas testadas e 18,9% foram resistentes ao menos a uma droga,
sendo 10,6% resistentes a no mínimo isoniazida e rifampicina. A
resistência secundária foi observada em 70,2% dos pacientes e a
resistência primária em 19,3%. De acordo com a equipe, o desenvolvimento de tuberculose resistente mostrou-se associado apenas à
história de tratamento anterior com drogas antituberculose.
Dessa forma, os pesquisadores alertam para a possibilidade de aumento da
proporção de tuberculose resistente na Baixada Santista e em outras
regiões. Considerando a elevada proporção de resistência secundária na
região entre os pacientes HIV+ encontrada nesse estudo, é de fundamental
importância a intensificação das ações que visam à redução do abandono
de tratamento nos doentes com co-infecção, ressaltam no artigo.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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