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Prevalência de hipertensão arterial em Tubarão (SC) é elevada


Foto: Agência Notisa

Pesquisa mostra que 55,6% das pessoas avaliadas tinham conhecimento da hipertensão; 46,8% estavam em tratamento farmacológico e que apenas 10,1% dos hipertensos estavam com a pressão arterial controlada.


A hipertensão arterial sistêmica é um dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de várias doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e para a insuficiência renal. No Brasil, os estudos existentes sobre a prevalência de hipertemsão são limitados a avaliações em algumas cidades e estados e mostram uma prevalência que varia de 10% a 44%. Poucos desses estudos avaliaram o nível de conhecimento, tratamento e controle da doença. Nesse sentido, Marcia Regina Pereira e equipe da Universidade Federal de Santa Catarina resolveram fazer uma pesquisa com 707 pessoas de ambos os sexos, com idade acima de 18 anos, residentes na área urbana de Tubarão (SC).

O objetivo do trabalho foi descrever a prevalência, o conhecimento, o tratamento e o controle da hipertensão na cidade. De acordo com artigo publicado na edição de outubro de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, em Tubarão, não existem dados sobre prevalência de hipertensão arterial sistêmica e, segundo informações do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), as doenças cardiovasculares corresponderam a 17,5% das internações hospitalares e a 30% da mortalidade geral no ano de 2001, neste município.

Os pesquisadores observaram uma prevalência de 36,4% e de 40,5% quando acrescentados os indivíduos em uso de anti-hipertensivos. Além disso, tinham conhecimento da hipertensão 55,6%; estavam em tratamento farmacológico 46,8% e estavam com a pressão arterial controlada 10,1% dos hipertensos. Segundo eles, a informação dada pelos indivíduos foi mais confiável em relação à condição de ser hipertenso do que à de não ser hipertenso. Daí a importância de que campanhas sejam feitas para o diagnóstico dessa condição, que cursa muitas vezes assintomática.

De acordo com os especialistas, a alta prevalência de hipertensão arterial e os percentuais de conhecimento sobre o diagnóstico, tratamento e controle aquém do ideal apontam para necessidade de ações preventivas em Tubarão. O fato de que as mulheres tiveram um nível maior de conhecimento, tratamento e controle da hipertensão em relação aos homens sugere a necessidade de que programas de detecção e acompanhamento desse agravo à saúde sejam dirigidos principalmente para os indivíduos do sexo masculino, destacam no artigo.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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