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Estudo italiano conclui que há relação entre disfunção endotelial e tabagismo


Foto: Agência Notisa

Pesquisadores afirmam que fumantes apresentam uma resposta da vasodilatação mediada por NO significativamente mais baixa e níveis mais altos de metabólitos de NO urinário e F2-isoprostano.

Pesquisadores da Itália realizaram um estudo com o objetivo de comparar a função endotelial de tabagistas normotensos àquela de não-tabagistas e examinar sua relação com alguns parâmetros representativos de dano oxidativo e da capacidade antioxidante.

De acordo com artigo publicado no European Journal of Internal Medicine de julho (2007), os resultados mostraram uma clara relação entre disfunção endotelial (prejuízo na produção de NO) e tabagismo, especialmente na presença de altos níveis de colesterol LDL. 

“Isso também define alguns marcadores tanto do dano oxidativo quanto da capacidade protetora antioxidante nesta condição. O monitoramento destes fatores pode ser aconselhável de maneira a avaliar a dimensão do dano endotelial”, afirmam E. Rochi e colegas da Università di Modena e Reggio Emilia (Itália), autores do estudo.

Ao todo, foram investigados 32 tabagistas crônicos (15 a 30 cigarros por dia) com doença coronariana, variando de infarto agudo do miocárdio a angina pectoris instável, e 28 não-tabagistas pareados, sem fatores de risco definitivos.

“Todos os indivíduos foram submetidos à avaliação de função endotelial dependente de óxido nítrico (NO), medida como a vasodilatação arterial braquial em resposta a isquemia reativa, utilizando um método ecográfico padronizado”, explicam os pesquisadores.

Além disso, foram analisados os seguintes dados: níveis urinários e de plasma de NO, F2 isoprostanos, lipídios plasmáticos e séricos, homocisteína (Hcy), ácido ascórbico, retinol e alfa e beta carotenos (através de cromatografia líquida de alta performance).

Segundo os resultados, os tabagistas mostraram uma resposta da vasodilatação mediada por NO significativamente mais baixa e níveis mais altos de metabólitos de NO urinário e F2-isoprostano. 

“Eles também tiveram níveis mais altos de Hcy; estes valores foram significativa e inversamente relacionados aos níveis séricos de NO. Além disso, tabagistas tiveram uma redução significativa e correspondente em níveis circulantes de ácido ascórbico, tocoferol e alfa e beta carotenos”, destacam os autores.


Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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