Em ratos, colesterol elevado prolonga e facilita a infecção pelo Shistosoma mansoni
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Foto: Agência Notisa
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Em noticia publicada na Agenc, pesquisador do o Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Uerj fala sobre resultados de pesquisa com camundongos parasitados pelo Shistosoma e alimentados com dieta gordurosa.
A esquistossomose mansônica, doença causada por um microorganismo chamado Shistosoma mansoni e transmitida por um caramujo que habita vários rios e mananciais do país, acomete milhares de brasileiros, principalmente das camadas mais pobres da população. Bem diagnosticada, responde bem aos tratamentos disponíveis. Não tratada, como costuma acontecer, evolui para um quadro crõnico, que pode se tornar grave com hipertensão porta e
ascite (barriga dágua). Pesquisas sobre o desenvolvimento da infecção - que pode permanecer na pessoa (hospedeiro) sem sintomas por longos períodos - têm sido desenvolvidas.
Em noticia publicada pela Agência Uerj de Notícias Científicas (Agenc), José Roberto Machado e Silva, professor e pesquisador do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UERJ, fala do estudo que desenvolveu sobre a relação entre o Schistossoma mansoni e o colesterol humano. "Pesquisas comprovam que na população brasileira há indivíduos com níveis elevados de colesterol e é dele que os vermes se beneficiam para se alimentar", diz o professor na matéria. O objetivo da pesquisa, desenvolvida em conjunto com a mestranda em medicina, Renata Neves, foi, segundo a matéria "saber o que acontecia com o parasita e a infecção quando o indivíduo apresentava um nível elevado de adiposidade (tecido gorduroso)".
De acordo com a noticia, "com uma alimentação à base de banha de porco e outros componentes, o Shistosoma pode sobreviver por até 30 anos no corpo do portador. Em um ambiente onde encontra uma quantidade grande de anticorpos para atacá-lo, este helminto precisa se proteger e o escudo vem da absorção do colesterol que ele suga da corrente sanguínea. Isso o camufla e o protege contra as defesas do hospedeiro".
Diante disso, durante 8 meses, os pesquisadores observaram camundongos albinos infectados com o Shistosoma, parte submetidos a uma dieta rica em lipídeos, parte com dieta normal. Após este período, foi feita a necropsia nos camundongos, dos quais foram retirados os shistosomas e os tecidos do fígado e do intestino.
"Nos animais infectados que apresentavam uma dieta normal, a infecção foi reduzida em uma velocidade menor do que nos animais infectados obesos", diz o texto. Segundo José Roberto, pode-se concluir, então, que o colesterol é muito importante para a infecção. Ele também observou que o colesterol apresenta uma seqüência diferente no animal que recebe a dieta rica em gordura, quando
comparado ao que não recebe.
"Ainda segundo o professor, na medida que o parasita se alimenta de gordura, a quantidade de ovos ejetados aumenta, piorando assim, o quadro clínico do indivíduo", diz o texto da Agenc. A noticia informa também que "os estudos de Roberto e Renata Neves foram publicados em revistas científicas nacionais e internacionais. Atualmente e o trabalho está
concorrendo ao prêmio CAPES de Teses Científicas, que acontece este ano em Brasília".
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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