Taxa de sedentarismo é alta em município de Santa Catarina
|

|
Pesquisa constata prevalência de inatividade de 57,4%, principalmente
entre pessoas que não trabalhavam, tinham renda superior a mil reais, 8
anos ou mais de estudo, IMC maior ou menor do que o padrão e dificuldade
de locomoção.
A prática de atividade física tem se mostrado benéfica na redução de
diversos fatores de risco, propiciando, por exemplo, melhora no
metabolismo das gorduras e carboidratos, controle de peso corporal e
controle da hipertensão. A prática de exercícios contribui também para a
manutenção de ossos, músculos e articulações mais saudáveis; diminui os
sintomas de depressão e ansiedade, estando, ainda, associada à prevenção
de enfermidades como diabetes mellitus, doenças cardiovasculares,
osteoporose e alguns tipos de câncer, como os de cólon e mama. No
entanto, ainda é grande o número de pessoas sedentárias. Isso é o que
mostram Karen Peres da Universidade Federal de Santa Catarina e equipe
em um estudo realizado com 575 pessoas do município de Joaçaba (SC).
O trabalho teve como objetivo estimar o nível de atividade física
praticado pela população adulta da cidade e conhecer os fatores
associados. De acordo com artigo publicado na edição de julho de 2007
dos Cadernos de Saúde Pública, A atividade física tem sido considerada
um meio de preservar e melhorar a saúde. Sedentarismo e estilos de vida
que incorporam pouca atividade física têm sido observados, gerando
preocupação por parte dos órgãos de saúde pública no Brasil. Foi
utilizado um Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) para
estimar o nível de atividade física.
Os pesquisadores constataram uma prevalência de inatividade de 57,4%. O
sedentarismo esteve associado a pessoas que não trabalhavam ou não eram
aposentadas, àquelas com renda familiar superior a mil reais mensais,
com idade superior a trinta anos, com índice de massa corporal maior ou
menor que o padrão normal e àquelas que apresentaram dificuldades de
locomoção. Segundo eles, a prevalência de inatividade física encontrada
foi menor que nos outros estudos de base populacional já realizados no
país.
Dessa forma, a equipe acredita que os resultados podem auxiliar a
implantação de políticas públicas que estimulem a população à prática
regular de exercícios. Conhecer o perfil da atividade física nos
diferentes contextos da vida dos indivíduos tem uma implicação
importante na definição de políticas públicas de saúde do município
podendo, portanto, ser cuidadosamente considerado em futuros estudos,
afirmam no artigo.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
|