E-mail
Assine já!


















Retinopatia e nefropatia são complicações comuns do diabetes


Foto: Agência Notisa

Pesquisa mostra que os portadores de nefropatia e retinopatia possuíam maior tempo de diabetes mellitus, maior prevalência de hipertensão, pior controle glicêmico e LDL colesterol mais elevado.

O diabetes mellitus tipo 1 está geralmente associado a ocorrência complicações crônicas micro e macrovasculares, as quais comprometem estruturas de órgãos como rins, olhos, nervos, vasos e coração. A retinopatia diabética e a nefropatia diabética são duas complicações temidas, que contribuem para a elevação das taxas de morbidade e mortalidade, impondo enormes custos médicos, econômicos e sociais para o paciente e para o sistema público de saúde. A prevalência da retinopatia e da nefropatia está relacionada ao tempo de diabetes mellitus, à prevalência de hipertensão e ao controle glicêmico. Isso é o que mostram Henriqueta de Almeida e equipe da Universidade Estadual de Londrina em um estudo que se baseou em prontuários médicos de 81 pacientes portadores de diabetes tipo 1 acompanhados pelo Ambulatório de Atendimento Multiprofissional de Diabetes da universidade.

De acordo com artigo publicado na edição de abril de 2007 dos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, “o objetivo do trabalho foi estudar a associação entre nefropatia e retinopatia, assim como a associação entre a ocorrência destas complicações e as seguintes variáveis clínico-laboratoriais: sexo, idade, tempo de doença, índice de massa corpórea (IMC), hipertensão, controle glicêmico, colesterol sérico total, LDL colesterol, HDL colesterol, trigliceridemia e estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG) em diabéticos do tipo 1 acompanhados no centro universitário de referência”.

Os resultados mostram que a prevalência de retinopatia foi 21,0% e a de nefropatia, de 35,8%, havendo associação entre ambas. Os portadores de nefropatia e retinopatia possuíam maior tempo de diabetes mellitus, maior prevalência de hipertensão, pior controle glicêmico e LDL colesterol mais elevado. A taxa de filtração glomerular (TFG) foi associada ao tempo de diabetes, hipertensão e albuminúria. A equipe verificou menor taxa de filtração glomerular nos portadores de complicações microvasculares, principalmente naqueles com lesões avançadas.

Dessa forma, os especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce. “O combate aos fatores de risco é de suma importância antes da instalação das complicações, pois são esses, associados à predisposição genética, que desencadeiam a seqüência fisiopatológica que culmina com a ocorrência das lesões de órgãos-alvo nos pacientes diabéticos. A intensificação do tratamento metabólico dos portadores de diabetes está envolvida na redução da incidência da nefropatia e da doença renal terminal evidenciada nas últimas quatro décadas. O diagnóstico precoce das complicações tem importância clínica, pois há evidências de que a progressão das lesões pode ser retardada através de diversas estratégias terapêuticas, que incluem um controle glicêmico estrito, controle da hipertensão e bloqueio do sistema renina-angiotensina”, ressaltam.


Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


Voltar

Copyright UNISITE - Todos os direitos Reservados - Nota Legal