Médicos atestam em pesquisas valor da religião e espiritualidade para pacientes e familiares
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As pesquisas foram feitas por cientistas das universidades de Chicago e Washington e indicam que os parentes mais jovens de pacientes graves sentem mais necessidade de apoio religioso. Médicos que professam alguma religião também mostram mais preocupação com a assistência espiritual de doente e família.
Dois estudos que discutem a assistência espiritual a pacientes foram publicados em abril em revistas norte-americanas de pesquisa científica. Um coletou a opinião de médicos sobre o assunto, o outro investigou os efeitos de práticas religiosas em familiares de pacientes graves, estes últimos, sem chances de sobrevivência, internados em unidades de terapia intensiva. De novidade, o fato é que este tipo de questão, antes restrito a pesquisas antropológicas, passa a interessar à comunidade científica médica e a figurar em seus estudos metodológicos.
A revista “Critical Care Medicine”, de abril último, apresenta os resultados de estudo que investigou 356 famílias de pacientes que morreram durante internação na UTI ou nas 24 horas após alta da UTI, em 10 hospitais de Seatlle. Os objetivos dos autores da pesquisa, Wall e colegas, da University of Washington, em Seattle, eram saber se havia diferença de comportamento entre familiares com fé ou sem e mensurar os reais benefícios obtidos pelas famílias diante da assistência espiritual. Os resultados quantitativos e qualitativos mostram que “os 259 (73%) familiares que participaram da assistência espiritual eram levemente mais jovens do que os familiares restantes, que não aderiram a esta prática”, dizem. Além disso, os dados mostram que “os familiares ficaram mais satisfeitos se um pastor ou assessor espiritual esteve envolvido nas últimas 24 horas da vida do pacientes” e que “houve uma associação forte entre satisfação com assistência espiritual e satisfação com a experiência total na UTI”, mesmo com o advento da morte do ente querido.
Já o outro estudo, publicado por Farr e colegas da University of Chicago, nos “Archives of Internal Medicine” também de abril de 2007, discute a visão dos médicos com relação aos benefícios da religião e da espiritualidade no aproveitamento terapêutico dos pacientes. Os resultados mostram maior preocupação com esta questão exatamente por médicos que, em sua vida pessoal, professam algum tipo de religião.
De acordo com o artigo, foi enviado um questionário, através do correio, a uma amostra aleatória de 2.000 médicos norte-americanos, de todas as especialidades. Os médicos foram argüidos sobre a freqüência com que seus pacientes mencionam questões de religião e espiritualidade e sobre a influencia destas questões na saúde dos mesmos.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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