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Panelas de alumínio não são perigosas para o cozimento de alimentos, dizem pesquisadores


Foto: Agência Notisa

Resultados de pesquisa mostram que a taxa de transferência do alumínio para as panelas é desprezível, sendo que a maior transferência ocorre no preparo de molho de tomate, em panelas sem revestimento. De qualquer forma, limite permitido não chega a ser atingido.


Várias são as possibilidades de o ser humano ingerir alumínio pela via digestiva: aditivos para alimentos contendo alta concentração de alumínio, ingestão de antiácidos e outros medicamentos contendo hidróxido de alumínio e ainda água potável. Suspeitas são levantadas, através de vários estudos, de que as panelas e embalagens de alumínio possam se constituir também em fonte significativa deste elemento. Nesse sentido, Sílvia Dantas e equipe do Cetea do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Campinas) resolveram levantar dados sobre o potencial de dissolução do alumínio da panela durante o preparo de alimentos, variando-se a forma de preparo, o tipo de alimento, o tipo de panela e o uso de revestimento. E constataram que não há problema em se cozinhar neste tipo de panela, contrariando inclusive outros estudos..

Foram estudados sete produtos alimentícios mais comuns na dieta da população brasileira: arroz, feijão, batata cozida, carne de panela (lagarto), bife (alcatra), macarrão e molho de tomate. Cada um deles foi preparado em dois tipos de panela: de alumínio não fundido, sem revestimento interno – identificada como polida - e outra de alumínio não fundido, com revestimento interno antiaderente (teflon). De acordo com artigo publicado na edição de abril/junho de 2007 da revista Ciência e Tecnologia de Alimentos, “alguns autores relacionam o elemento à doença de Alzheimer e a outros tipos de escleroses, já que nos pacientes com a doença foi detectado o aumento da concentração de alumínio no cérebro, músculos e ossos. Por outro lado, a ingestão de medicamentos contendo hidróxido de alumínio e de outras fontes agrava a saúde de pacientes renais crônicos, devido à sua dificuldade em eliminá-lo”.

Os resultados mostram, no entanto, transferência desprezível do alumínio para alguns alimentos, sendo que a maior transferência ocorreu no preparo de molho de tomate (baixo valor de pH), na panela sem revestimento. Segundo a equipe, “um cardápio preparado com todos esses alimentos para as duas refeições diárias, mostrou que a massa de alumínio incorporada pelo alimento corresponde a 2% do limite de ingestão diária, considerando-se um indivíduo de 60 kg”.

Dessa forma, os especialistas concluem que o uso de panelas de alumínio no preparo de alimentos praticamente não interfere na ingestão total do elemento pelo ser humano. “O estudo permite concluir que nas condições experimentais descritas e adotadas, a ingestão de alumínio proveniente da migração do metal da panela para o alimento não representa risco para a saúde humana e está bem abaixo do limite tolerável internacionalmente aceito”, destacam no artigo.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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