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Ortodontistas americanos visitam com menos freqüência crianças negras e hispânicas, diz pesquisa


Foto: Agência Notisa

Crianças pertencentes a famílias de baixa renda e as que não têm seguro de saúde privado também são menos procuradas.

Usando os dados do Medical Expenditure Panel Survey, realizado entre 1996 e 2004, Christopher Okunseri e colegas americanos avaliaram por meio de regressão descritiva e múltipla os efeitos de raça e etnia e fatores socioeconômicos nas visitas ortodônticas pediátricas nos Estados Unidos. O trabalho resultou no artigo Racial/Ethnic Disparities in Self-Reported Pediatric Orthodontic Visits in the United States publicado este ano no Journal of Public Health Dentistry.

Segundo o artigo, os autores notaram que a prevalência de visitas ortodônticas a crianças com idades entre 9 e 18 anos foi relativamente constante, variando entre 14,3 e 16,8% durante os anos de 1996 e 2004.

Analisando os dados, eles identificaram uma probabilidade significativamente menor de uma visita ortodôntica para crianças negras e hispânicas em comparação a crianças brancas.

Também perceberam que homens, crianças de baixa renda, crianças elegíveis para o Medcaid assistência médica finciada com recursos federais e estaduais e aquelas com outro seguro público ou sem seguro de saúde foram, geralmente, menos visitadas pelos ortodontistas.

Os autores destacam ainda na publicação que as diferenças de raça e etnia permaneceram significativas mesmo depois que as possíveis co-variáveis foram ajustadas.


Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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