Pesquisa associa obesidade a menor risco de mortalidade em veteranos sem insuficiência cardíaca
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Foto: Agência Notisa
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Os resultados foram publicados no "American Journal of Medicine" analisou 6.876 pacientes consecutivos, com idade média de 58 anos, indicados para testes de exercícios.
Como tem sido observado em pacientes com insuficiência cardíaca, obesidade foi associada a um risco de mortalidade substancialmente menor em uma população clínica de veteranos sem o quadro. Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da divisão de Cardiologia da Stanford University (Palo Alto, EUA), publicado na edição de junho do
American Journal of Medicine.
Para os autores, é possível que condição física cardiorrespiratória alta e obesidade na vida avançada também possam contribuir para um paradoxo da obesidade nesta população.
O estudo populacional abrangeu 6.876 pacientes consecutivos, com idade média de 58 anos, indicados para testes de exercícios. Indivíduos com insuficiência cardíaca não participaram.
Os pacientes foram classificados pela categoria de índice de massa corporal (BMI): peso normal, sobrepeso ou obeso. A associação entre BMI, condição física, outras variáveis clínicas e todas as causas de mortalidade foi avaliada por análise de risco proporcional de Cox, explicam no artigo Paul McAuley e seus colegas, autores da pesquisa.
Os resultados mostram que, na análise multivariada (com dados clínicos, de fatores de risco e de testes de exercícios), BMI alta foi associada com sobrevida melhor. Segundo o texto, ao longo de um follow-up médio de 7,5 anos, 1.571 (23%) participantes faleceram.
Expressando os dados por categoria de BMI, pacientes obesos foram 22% menos prováveis de morrer do que pacientes com peso normal. Após ajuste posterior para condição física cardiorrespiratória, esta relação se fortaleceu tanto que o risco de mortalidade para a categoria obesa foi 35% menor versus a categoria de peso normal, afirmam os autores.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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