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Negros com infarto agudo do miocárdio têm menos chances do que 
brancos de serem submetidos à revascularização , conclui estudo nos EUA


Foto: Agência Notisa

Após analisarem os registros de mais de um milhão de pacientes brancos e negros com 68 anos ou mais e infarto agudo do miocárdio, pesquisadores norte-americanos identificaram também que a mortalidade em longo prazo é mais alta nos negros com este quadro.

Com o objetivo de comparar o uso de revascularização (ponte de veia 
safena ou mamária) e a taxa de mortalidade subseqüente ao tratamento de pessoas com infarto agudo do miocárdio (IAM), pesquisadores dos EUA analisaram o registro de 1.215.924 pacientes negros e brancos, com 68 anos de idade ou mais, entre 1º de janeiro de 2000 e 30 de junho de 2005.

Os resultados do estudo, publicado na edição de junho do JAMA (periódico da Associação Médica Americana) mostraram que pacientes negros apresentavam chances menores de serem submetidos à revascularização. Mesmo no caso de hospitais que não realizam o procedimento, a variável cor parece influenciar a condução do caso: pacientes brancos com IAM são mais freqüentemente transferidos para outros hospitais que tem o serviço de revascularização do que negros com o mesmo quadro.

Diferenças étnicas no uso da revascularização coronariana após infarto agudo do miocárdio têm sido amplamente relatadas. Entretanto, poucos estudos têm examinado os padrões de tratamento para pacientes com o quadro admitidos em hospitais com e sem serviços de revascularização, afirmam os autores do estudo Ioana Popescu, Mary Vaughan-Sarrazin e Gary Rosenthal, da University of Iowa Carver College of Medicine, no artigo publicado.

A taxa de mortalidade em um ano também foi maior no grupo de pacientes negros. A mortalidade maior em longo prazo de paciente negros pode refletir o baixo uso de revascularização e outros aspectos do tratamento 
do infarto agudo do miocárdio, dizem os pesquisadores.

Todos os pacientes analisados eram segurados do Medicare (plano de saúde oficial norte-americano) e foram admitidos em 4.627 hospitais dos Estados Unidos com e sem serviços de revascularização. Segundo os autores, mesmo após o após ajuste dos resultados para fatores sócio-demográficos, comorbidades e severidade da doença, os negros permaneceram com menos chances de serem transferidos e de serem 
submetidos à revascularização.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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