Lesões na boca são comuns em mulheres agredidas
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Foto: Agência Notisa
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Pesquisa no setor de Odontologia do IML de Belo Horizonte mostra que a laceração é a lesão de tecido mole mais freqüente em mulheres vítimas de agressões.
A violência física contra a mulher pode deixar seqüelas graves. Sabendo disso e da freqüência desses casos na sociedade brasileira, Edson José Carpintero Rezende e colegas investigaram, entre janeiro de 2001 e junho de 2002, registros e laudos encaminhados ao setor de odontologia do IML de Belo Horizonte. Assim, investigaram as lesões corporais na região peribucal de 108 mulheres. Dessa pesquisa, resultou o artigo intitulado Lesões buco-dentais em mulheres em situação de violência: um estudo piloto de casos periciados no IML de Belo Horizonte, MG, publicado em junho de 2007 na Revista Brasileira de Epidemiologia.
Segundo o artigo, as participantes eram em sua maioria solteiras (63%), naturais do interior do estado (48,1%) e estavam na faixa etária de 20 a 39 anos (70,4%). E ainda: 24% realizavam trabalhos domésticos, 21% eram donas-de-casa e 14% trabalhavam no comércio. Os pesquisadores identificaram também que a maior parte das vítimas havia sido encaminhada por delegacias seccionais.
Com relação aos danos bucais, os autores verificaram que a lesão de tecido mole mais freqüente foi a laceração; a de tecidos duros e da polpa foram as fraturas de esmalte e dentina sem complicações; a de tecidos periodontais foi a concussão; e foram observadas duas lesões em tecidos ósseos.
Desta forma, os autores concluem no texto que o estudo permitiu constatar a necessidade de uma coleta de dados mais cuidadosa nos exames periciais, de modo a disponibilizar informação mais detalhada da violência contra as mulheres; além disso, revelou que as lesões buco-dentais são freqüentes e representam uma grande demanda para os serviços odontológicos de saúde pública que prestam esse atendimento.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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