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Cuidados na fabricação da granola são importantes


Foto: Agência Notisa

          Pesquisa mostra que três marcas do produto comercializadas em Pelotas apresentavam quantidades elevadas de coliformes totais. A presença de mofos e leveduras também foi alta.



          De uns anos para cá houve um grande aumento no consumo de fibras, em função dos diversos benefícios que elas podem trazer como, por exemplo, a redução do risco de doenças cardiovasculares, dos níveis de insulina no sangue e da concentração de lipídios em diabéticos que necessitam de insulina. Dentre as fibras mais consumidas encontra-se a granola, que é constituída por uma mistura de frutas secas, grãos de cereais e sementes oleaginosas, tais como o amendoim e castanha-do-pará. No entanto, como qualquer outro tipo de alimento, a granola está sujeita à ação de microorganismos. Dessa forma, pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas resolveram avaliar a qualidade de 35 pacotes de granola, de sete marcas diferentes, comercializadas na cidade de Pelotas/RS.

          De acordo com artigo publicado na edição de janeiro/abril de 2003 da revista Ciência e Tecnologia de Alimentos, todas as amostras estavam dentro do prazo de validade e foram encaminhadas para análises microbiológicas e físico-químicas, com o intuito de identificar a presença de Salmonella spp., Staphylococcus aureus, coliformes totais e fecais e de mofos e leveduras, causadores de infecções alimentares nos seres humanos.

          No estudo, os pesquisadores verificaram que, em relação à presença de Salmonella spp. e Staphylococcus aureus, todas as amostras de granola mostraram-se satisfatórias, atendendo à legislação vigente. O mesmo ocorreu em relação aos coliformes fecais. No entanto, na análise de coliformes totais, três amostras apresentaram valores acima dos permitidos pela legislação vigente, tornando-se inaceitáveis para consumo.

          A equipe constatou também uma alta contagem de mofos e leveduras nas amostras, principalmente naquelas com maiores teores de umidade: “a variação de umidade pode ter sido influenciada pela embalagem, visto que as amostras que não apresentaram diferenças significativas, estavam contidas em embalagens semelhantes”.

          Dessa forma, os pesquisadores ressaltam a importância da adoção de medidas higiênico-sanitárias mais rigorosas por parte dos fabricantes. “O alimento quando processado a partir de matéria-prima de boa qualidade, manipulado e armazenado sob boas práticas de higiene, é fonte de saúde imprescindível ao ser humano. Entretanto, quando tais medidas não são consideradas, pode tornar-se veículo de diversos microrganismos patogênicos capazes de causar toxinfecções alimentares”, alertam no artigo.

Fonte:Agência Notisa
www.notisa.com.br

 


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