Os exercícios
anaeróbios também queimam gordura
Está caindo por terra o
mito de que para emagrecer só vale praticar exercícios
aeróbios, como correr, nadar e dançar. Especialistas
apontam que para reduzir a taxa de gordura do corpo
qualquer atividade física é válida, incluindo aí as
ditas anaeróbias, como musculação e ginástica
localizada.
A prova está em uma pesquisa da
Universidade Federal de São Paulo, realizada pela
professora de educação física Ana Cláudia Fernandes.
Ela comparou três grupos de adolescentes obesos durante
três meses: um deles executou exercícios aeróbios, o
outro, anaeróbios, e o terceiro não fez nenhum exercício.
Todos os que se exercitaram perderam 11% de gordura
corporal. Segundo a pesquisadora, o importante é que o
indivíduo mexa o corpo praticando uma atividade que lhe dê
prazer três vezes por semana por pelo menos 30 minutos.
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Uma sessão de 40 minutos de
musculação ou ginástica localizada mandam para o espaço
400 calorias. Mas o efeito dos exercícios anaeróbios não
pára por aí. O organismo queima mais calorias não só
durante a malhação, mas também quando está em repouso.
"O aumento da massa muscular faz o corpo queimar
calorias extras constantemente para se manter funcionando,
já que os músculos são famintos e consomem grande parte
da energia armazenada", explica Cláudio Pavanelli,
fisiologista da Clínica do Movimento do Hospital Albert
Einstein, em São Paulo.
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Devagar
e sempre
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Se você não costuma
praticar atividade física deve começar aos
poucos, realizando exercícios duas vezes por
semana. Depois de 15 dias, aumenta-se a freqüência
para três vezes por semana, em dias alternados.
Quando sentir que o corpo está se acostumando,
já dá para malhar todos os dias, intercalando
três dias de aeróbios e dois de anaeróbios.
Mas, sem exagero. A prática diária não deve
ultrapassar uma hora, evitando, por exemplo,
estragos nos músculos, articulações e tendões.
E não se esqueça de um detalhe importante:
"O alongamento deve ser feito sempre",
recomenda Márcio Marega, fisioterapeuta da Clínica
do Movimento do Hospital Albert Einstein, em São
Paulo. O ideal é esticar o esqueleto antes e
depois dos exercícios, durante cinco minutos.
No começo da prática isso aquece os músculos
e, no final, solta a musculatura e não deixa o
corpo ficar dolorido no dia seguinte. Outra dica
preciosa é tomar água antes, durante e depois
da ginástica, o que garante hidratação e
ajuda o organismo trabalhar direitinho.
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As
atividades aeróbicas mais recomendadas
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• Natação
Especialistas não se cansam de dizer que a natação
é uma atividade completa. Ela mexe com todos os
músculos do corpo e trabalha a respiração,
queimando até 500 calorias por hora. Pratique
por 1 hora, com 15 minutos de aquecimento no início
e mais 15 de relaxamento no final.
• Bicicleta
É possível queimar até 400 calorias em uma
hora de pedaladas em ritmo acelerado e, de
quebra, eliminar depósitos de gordura na região
das coxas e dos quadris.
• Dança de salão
Convoque seu parceiro e capriche no figurino. Além
de divertida, a dança de salão pode deixar você
em forma. Uma aula de 40 minutos consome 600
calorias.
• Caminhada
Caminhe até o trabalho, o supermercado, a
escola das crianças, a academia de ginástica...
Basta calçar um tênis de solado grosso que
absorve o impacto e ir a luta. Faça de 30
minutos a 1 hora de exercício por dia. Com
isso, você manda para o espaço até 550
calorias por hora, se andar em ritmo acelerado.
O melhor é escolher um terreno plano, para não
se cansar muito no início, e, com o passar do
tempo, incluir subidas e descidas.
• Corrida
De todas as atividades aeróbias, é a que mais
queima calorias — cerca de 1 000 por hora, se
você manter o ritmo constante. Os benefícios são
parecidos com os da caminhada, mas o
emagrecimento acontece mais rapidamente. O
terreno deve ser plano e o tênis, adequado.
Exige bom condicionamento físico e é
contra-indicada para quem está muito acima do
peso. Explica-se: pode comprometer as articulações
dos joelhos e tornozelos.
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A
freqüência cardíaca ideal para perder peso
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Para queimar gordura e
melhorar a capacidade cardiovascular, deve-se
manter durante o exercício uma freqüência
cardíaca entre 65% e 85% do valor máximo.
Cuidado, se a intensidade extrapolar o limite, o
organismo não consegue oxigenar e nutrir
suficientemente os músculos para a prática da
atividade física. Assim, o tecido muscular
passa a produzir ácido láctico, provocando
dores e cansaço. "É o aviso que o corpo dá
para parar de se movimentar", ensina
Pavanelli. Vale lembrar também que os riscos de
acidentes cardíacos aumentam nessas condições.
Para calcular seu índice
de freqüência máxima utilize a fórmula:
208 – (idade x 0,7) =
Y.
Y x 0,6 = freqüência cardíaca máxima
Exemplo de uma pessoa de
25 anos:
208 – (25 x 0,7)
208 – 17,5 = 190,5
190,5 x 0,6 = 114,3
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Corpo
em movimento
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• Quando você
começa a malhar sua freqüência cardíaca
sobe. Isso porque o coração passa a bombear
mais rapidamente o sangue, garantindo oxigênio
e energia para os músculos.
• Nos músculos,
o trabalho das mitocôndrias, componentes
responsáveis pela respiração celular,
aumenta. São elas que transformam oxigênio em
energia.
• Por essas e
outras, o metabolismo do corpo fica acelerado e,
assim, o gasto calórico é maior. Resultado: o
organismo vai precisar de energia extra, a qual
vai buscar nos carboidratos, proteínas e
gorduras acumulados no tecido adiposo em forma
de gordura.
Por que o músculo
cresce
Diante do esforço, as fibras musculares sofrem
rupturas. Esses "machucados" são, com
o tempo, preenchidos por proteínas – é como
um processo de cicatrização. As proteínas
extras que se incorporam ao músculo fazem seu
volume aumentar, e o corpo ganha a tal massa
muscular.
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Fonte: Revista Saúde
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