Ejaculação é a única função sexual significativamente comprometida em sobreviventes de câncer testicular
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Foto: Agência Notisa
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Pesquisa norueguesa publicada na edição de novembro da European Urology comparou 1.084 sobreviventes de câncer testicular a 929 controles aleatoriamente selecionados na população em geral e concluiu que demais problemas sexuais foram associados à idade avançada, falta de parceiro e alto nível de ansiedade.
Estudo conduzido na Noruega e publicado na edição de novembro da European Urology concluiu que a ejaculação é a única função sexual significativamente comprometida em sobreviventes de câncer testicular em longo prazo comparados a uma amostra aleatória da população do país. Segundo o artigo, os problemas sexuais globais entre os sobreviventes foram associados à idade avançada, falta de parceiro e alto nível de ansiedade.
Ao todo, a pesquisa envolveu 1.084 sobreviventes de câncer testicular (TCSs) com idade entre 20-59 anos e tempo de follow-up médio de 11,1 (variação 5-21) anos. Os participantes forneceram informação sobre suas situações, médica, social, familiar e sobre o estilo de vida através de um questionário que incluiu o BSFI (Brief Male Sexual Function Inventory).
Além disso, foram utilizados como dados normativos (NORM) informações sobre 929 noruegueses aleatoriamente selecionados. Em ambos os casos, foram avaliados os resultados dos escores nos domínios do BSFI e as taxas de prevalência de problemas sexuais com base no questionário.
Os resultados mostraram que, comparado ao NORM, TCSs apresentaram escores significativamente piores em problemas ejaculatórios e sexuais tanto no grupo jovem (20-39 anos) quanto no grupo de meia idade (40-59 anos). Já a satisfação sexual apenas no grupo jovem foi significativamente melhor nos TCSs vs. NORM, e os Problemas sexuais em geral foram externados por 38,8% dos TCSs vs. 35,5% no grupo NORM.
“Na análise multivariada, os problemas sexuais globais nos TCSs foram significativamente associados a aumento da idade, falta de um parceiro e um escore de ansiedade mais alto, ao passo que os problemas ejaculatórios mostraram uma associação significativa com a falta de um parceiro e uma tendência para efeitos colaterais neurotóxicos e da quimioterapia”, ressaltam o líder da pesquisa Alv A. Dahl, da University of Oslo, e colegas, autores do estudo.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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