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Dor crônica afeta a qualidade de vida dos idosos 



Foto: Agência Notisa

Resultados mostram que cerca de 50% dos idosos relataram a presença de algum tipo de dor crônica, sendo as mais comuns na região dorsal e nos membros inferiores. Na maioria das vezes, a dor era diária.

O processo de envelhecimento, na maioria das vezes, não se caracteriza por um período saudável e de independência, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Geralmente, esse processo é marcado pela alta incidência de doenças crônicas e degenerativas, acompanhadas por dor, destacando-se a dor crônica, fato que pode interferir na qualidade de vida dos idosos. Para se ter uma idéia, cerca de metade das pessoas com mais de 60 anos relata algum tipo de dor crônica. Isso é o que mostram Mara Dellaroza e equipe da Universidade Estadual de Londrina em um estudo que teve como objetivos: determinar a prevalência da dor crônica em servidores municipais de Londrina e caracterizá-la quanto ao local, intensidade, duração, freqüência e horário.

Foram entrevistados 451 idosos entre outubro de 1999 e março de 2000. De acordo com artigo publicado na edição de maio de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, a dor crônica, como uma doença e não um sintoma pode ter conseqüências na qualidade de vida. Fatores como depressão, incapacidade física e funcional, dependência, afastamento social, mudanças na sexualidade, alterações na dinâmica familiar, desequilíbrio econômico, desesperança, sentimento de morte e outros, estão associados a quadros 
de dor crônica.

No trabalho, a equipe constatou prevalência de dor crônica de 51,44%. Os locais de dores mais freqüentes foram: região dorsal e membros inferiores. A dor na região dorsal foi descrita como diária por 31,63%, 
contínua ou com duração entre 1 e 6 horas por 19,39%, leve por 50% e sem horário preferencial por 56,12% dos entrevistados. Já a dor em membros inferiores foi descrita como diária por 42,27%, com duração variável por 32,99% ou contínua por 22,68%, leve por 53,61% e sem horário preferencial por 48,45% da amostra.

Segundo os pesquisadores, a porcentagem de dores com freqüência diária foi bastante significativa, podendo resultar em forte impacto na qualidade de vida dos idosos. As características de freqüência, duração do episódio e intensidade da dor, associadas aos aspectos psicossociais, repercutem na funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida do idoso. Tais aspectos justificam que o controle da dor em idosos é uma questão 
de saúde pública e de respeito humano. Daí a necessidade de um planejamento de medidas visando à prevenção e controle da dor crônica, destacam no artigo.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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