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Idosas com densidade mineral óssea diminuída caminham mais 
devagar 



Foto: Agência Notisa

O estudo foi feito no Japão e teve como objetivo identificar o papel da densidade óssea na velocidade da marcha das mulheres com idade entre 70 e 84 anos.

Mulheres mais idosas cuja densidade mineral óssea (BMD) diminuiu 
mostram um maior declínio significativo na velocidade de caminhada usual do que aquelas em que BMD aumentou, mesmo após ajuste multivariado das variáveis passíveis de suscitarem de erro. Essa foi a conclusão de estudo publicado em fevereiro deste ano, no Journal of the American Geriatrics Society.

De acordo com o texto, a pesquisa teve como objetivo investigar a 
associação entre as mudanças na densidade mineral óssea e na velocidade de marcha usual em mulheres de uma comunidade do Japão ao longo de dois anos. No total, 182 mulheres com idade entre 70 e 84 anos participaram do estudo e completaram o follow-up dois anos após o início.

A associação entre a taxa de perda óssea anual e o declínio na velocidade de caminhada usual foi analisada utilizando regressão linear múltipla ajustada para mudanças na força muscular, capacidade de equilíbrio e outras variáveis potencialmente confundíveis, afirmam Jinhee Kwon e colegas do Tokyo Metropolitan Institute of Gerontology e da Sapporo Medical University.

No artigo, os pesquisadores explicam que as mudanças na BMD foram significativamente relacionadas com as mudanças na velocidade de caminhada usual durante os dois anos de follow-up. Segundo eles, a velocidade de caminhada usual, após ajuste multivariado, diminuiu significativamente mais em mulheres mais idosas nas quais a BMD diminuiu do que em mulheres nas quais BMD aumentou.

Para chegar a tais resultados, além de utilizarem DEXA no antebraço para avaliar a BMD, os autores analisaram a porcentagem anual de mudanças em BMD e velocidade usual de deambulação durante o período de dois anos de /follow-up/. Já o percentual de mudanças anual da BMD foi sintetizada em quartis. Entrevista, medidas antropométricas, análises sangüíneas e testes de performance física foram feitos no baseline e após dois anos 
de follow-up, afirmam no texto.


Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)


 


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