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Dieta produz resultados diversos na densidade mineral óssea em brancos
e negros quando comparados



Foto: Agência Notisa

A pesquisa foi feita em hospital escola de São Paulo.


Com o objetivo de avaliar como o consumo de uma dieta rica em cálcio, 
proteína e energia interfere na densidade mineral óssea (DMO) do colo de fêmur de homens brasileiros brancos e negros, Patrícia Constante Jaime e colegas desenvolveram estudos que resultaram no artigo Dietary intake of Brazilian black and white men and its relationship to the bone mineral density of the femoral neck. O trabalho que foi publicado entre setembro e outubro de 2006 no São Paulo Medical Journal apresentou os resultados de estudo transversal realizado em um hospital-escola da capital paulista.

De acordo com o artigo, os pesquisadores mensuraram em 277 homens 
voluntários, com 50 anos ou mais, a DMO do colo do fêmur através de um 
densitômetro de dupla emissão de raios X. O consumo de cálcio, proteína 
e energia foi avaliado pelo método de registro de três dias de consumo 
de alimento. Já a relação entre o consumo desses elementos e a DMO foi 
avaliada utilizando modelos de regressão linear múltipla, 
estratificados por raça branca e negra e ajustados por idade, altura, 
atividade física e escolaridade, dizem.

Os resultados indicaram que a DMO média do colo do fêmur foi semelhante 
em ambos os grupos (p = 0,538). Entretanto, segundo o texto, enquanto os 
valores de proteína e energia não demonstraram correlação com a DMO em 
ambos os grupos, o consumo de cálcio teve correlação forte e 
independente com a DMO do colo do fêmur nos homens negros (r parcial = 
0,42). Diante disto, os pesquisadores entendem que o consumo de cálcio 
foi um determinante da DMO do colo do fêmur destes homens negros 
brasileiros com idade maior ou igual a 50 anos, mas não para os homens 
brancos estudados.




Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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