Remédios para disfunção erétil (impotência) precisam ser prescritos por urologistas
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Foto: Agência Notisa
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Em editorial publicado ano passado na revista European Urology. Ian Eardley, do departamento de Urologia do St James University Hospital (Leeds, UK) afirma que o mau uso dos medicamentos faz com que eles não surtam efeitos.
Cada vez mais os inibidores de fosfodiesterase 5 (PDE5) como Viagra, Cialis, Levitra, são prescritos por médicos de assistência primária (não especialistas) e, apenas quando a
terapia falha, é que o paciente é encaminhado a um urologista. As opções para o urologista que aparentemente restam,nestas circunstâncias, são opções dolorosas como a terapia por injeção intracavernosa ou dispositivos de ereção a vácuo.
Entretanto, Ian Eardley, do Departamento de Urologia do St James University Hospital (Leeds, UK) discorda desta mudança rápida de conduta. Ele afirma em seu texto que mesmo homens que não apresentaram, em princípio, resposta a inibidores de PDE5 podem vir a mostrar novas boas respostas ao mesmo tratamento pois, na verdade, segundo ele, o que é necessário é a correta administração do medicamento oral.
Eardley baseou-se na análise de dois artigos já publicados na mesma revista que defendem o mesmo ponto de vista. Em um dos casos, trata-se de um estudo israelense em que 220 homens com histórico de uso de inibidores de PDE5 sem sucesso foram analisados. Os autores deste artigo informa Eardley no editorial perceberam que 38% dos pacientes não haviam recebido qualquer instrução formal sobre o uso da substância e que, em quase todos os casos, as
instruções haviam sido inadequadas. Apenas 24% dos homens receberam a dose máxima da droga e o número médio de tentativas por paciente com a medicação foi de 2,5.
A intervenção realizada pelo estudo israelense nestes pacientes foi a re-administração do fármaco previamente utilizado, mas em conjunto com a educação formal sobre a maneira mais apropriada de utilizá-lo. Segundo Eardley, através desta abordagem, 39% dos homens apresentaram resposta terapêutica.
O segundo estudo citado por Eardley foi desenvolvido na Grécia e envolveu 100 homens que, assim como na pesquisa israelense, não haviam apresentado resposta positiva. Neste caso, as intervenções giraram em torno da educação do paciente com relação ao uso de inibidores de PDE5, ato sexual e alternativas de prescrição médica. Com estas medidas, o estudo grego obteve respostas positivas que variaram de 46% a 52% dos homens.
Na opinião de Eardley, portanto, nos casos em que a medicação falha, uma verificação apropriada da terapia com educação adequada do paciente pode resolver o problema; estratégias alternativas podem incluir modificação dos fatores de risco, tratamento de qualquer deficiência de testosterona e dosagem contínua.
O especialista conclui no editorial que é muito evidente que o homem com disfunção erétil prefere a terapia oral em oposição a terapias mais invasivas e é responsabilidade do urologista assegurar que tudo o que pode ser feito o seja no sentido de maximizar as chances de resposta à terapia oral.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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