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Cuiabá apresenta avanços nas taxas de aleitamento materno


Foto: Agência Notisa

Pesquisa mostra que houve incremento positivo em todas as faixas etárias na modalidade de amamentação exclusiva e que a prevalência dobrou em cinco anos nas crianças menores de 120 dias, passando de 17,7% para 28,5%.

A Organização Mundial de Saúde preconiza o aleitamento materno exclusivo por seis meses e a manutenção da amamentação complementada até, no mínimo, dois anos de idade. Muito embora tenham sido observados no Brasil avanços na prática da amamentação nos últimos anos, sua manutenção exclusiva ainda está longe do esperado. Para se ter uma idéia, em 1999, em Cuiabá (MT), apenas 17,7% dos bebês com até 4 meses de idade recebiam aleitamento exclusivo, a menor taxa comparando-se as capitais e o Distrito Federal. Diante dessa situação, algumas ações foram desenvolvidas para reverter o quadro, e Gisela Brunken e equipe da Universidade Federal do Mato Grosso resolveram fazer uma nova investigação para determinar a evolução da amamentação entre 1999 e 2004 no município.

Participaram do trabalho 921 crianças. De acordo com artigo publicado na edição de julho de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, a introdução precoce de outros líquidos, além do leite materno, não é só desnecessária como também prejudicial, mesmo em locais quentes e secos. O consumo de outros alimentos pode levar à diminuição da freqüência e intensidade da sucção, reduzindo a produção do leite materno. Há também o risco de infecções pela contaminação de mamadeiras ou dos próprios alimentos.

Os resultados mostram que houve incremento positivo em todas as faixas etárias na modalidade de aleitamento materno exclusivo. Os pesquisadores observaram, ao final dos 180 dias, baixo percentual de crianças em aleitamento materno exclusivo, sendo menos de 5%, em 1999, e de 10%, em 2004. Além disso, a prevalência do aleitamento materno exclusivo dobrou em cinco anos nas crianças menores de 120 dias, passando de 17,7% para 28,5%.

De acordo com os especialistas, apesar de as ações realizadas para promover o aleitamento materno tenham sido efetivas, elas foram insuficientes para a grave situação. Mais ações são necessárias, bem como o aperfeiçoamento dos programas existentes. Sugere-se que se implementem novos projetos, como a implantação de hospitais e de unidades básicas de saúde amigas da criança, o treinamento prático de todos os profissionais de saúde que lidam com o pré e o pós-natal, a implantação de grupos de apoio ao aleitamento materno e a vigilância da lei que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância, ressaltam no artigo.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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