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Pesquisa avalia prevalência de cárie entre adolescentes de João Pessoa (PB)


Foto: Agência Notisa

Resultados mostram que a prevalência de cárie foi mais elevada em crianças da rede pública, do gênero feminino, e que ela aumentou com a idade e diminuiu com a elevação do nível de escolaridade da mãe.


A maior parte dos estudos realizados para verificar a prevalência de cárie dentária em uma determinada população é feita com a avaliação de crianças de até 12 anos de idade. Poucos são os que determinam esse índice entre jovens de 12 a 15 anos de idade. Por não existirem dados mais recentes para uma avaliação da tendência de cárie nas escolas públicas e privadas do município de João Pessoa (PB), Patrícia Moreira e equipe da Universidade Federal da Paraíba, resolveram verificar a prevalência de cárie entre adolescentes de 12 a 15 anos matriculados em escolas públicas e privadas da cidade e comparar a média de CPOD com relação ao gênero, idade e nível de escolaridade da mãe.

Ao todo, foram avaliados 3.330 adolescentes. De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro da revista Ciência & Saúde Coletiva, "foram escolhidas as idades de 12 a 15 anos com a finalidade de se ter um parâmetro de comparação desta prevalência, já que a maioria dos estudos em escolares envolve somente crianças até 12 anos de idade e a OMS utiliza o índice CPOD aos 12 anos de idade como indicador básico de comparação para o estado de saúde bucal entre populações diversas.

Além disso, na idade de 15 anos, todos os dentes permanentes já estiveram expostos ao ambiente bucal por três a nove anos, sendo a avaliação da prevalência de cárie freqüentemente mais significativa do que na idade de 12 anos".

Os resultados mostram que a prevalência de cárie nas escolas públicas foi de 51,6% e de 9,3% nas privadas. A média de CPOD no gênero feminino foi de 4,79 e de 3,46 no masculino, nas escolas públicas, e de 2,11 e de 1,65 respectivamente, nas escolas privadas. Na idade de 12 anos, a média foi de 3,37 nas escolas públicas e de 1,35 nas escolas privadas, enquanto aos 15 anos foi de 5,65 e 2,88, em ambas as escolas, respectivamente. Para aqueles cujas mães concluíram o ensino superior, a média de CPOD foi de 4,21 na rede pública e de 1,81 na rede privada.

Segundo os pesquisadores, a prevalência de cárie mais elevada em crianças da rede pública, no gênero feminino, e a tendência de o problema aumentar com a idade e diminuir com a elevação do nível de escolaridade da mãe, merecem atenção especial. "Diante da situação observada em relação aos maiores índices de cárie dentária na rede pública de ensino, provavelmente devido ao baixo grau de informação e à ausência de uma política de saúde bucal direcionada a essa população, recomenda-se que o serviço público de saúde desenvolva ações de promoção de saúde que possam beneficiar tanto a população geral como mais especificamente os escolares da rede pública de ensino. Além disso, o aumento da média de CPOD conforme a idade demonstra a necessidade do desenvolvimento de programas preventivos de saúde bucal específicos para a adolescência", destacam no artigo.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)



 


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