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Estudo avalia taxas de incidência e mortalidade por câncer de tireóide no Brasil 


Foto: Agência Notisa

Nódulos na tireóide podem ser diagnosticados em até 7% da população adulta, mas apenas 5% desse total são malignos. No Brasil, observou-se entre 1980 e 2001 uma queda das taxas de mortalidade por câncer de tireóide, que pode estar relacionada à melhora do diagnóstico e ao tratamento precoce. As taxas de incidência, no entanto, continuam sendo maiores entre as mulheres e no estado de São Paulo. As menores, por sua vez, são encontradas em Belém. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em um estudo que buscou avaliar a mortalidade por câncer de tireóide no Brasil, no período compreendido entre 1980 e 2001, e estudar sua incidência em sete cidades brasileiras que contam com Registros de Câncer de Base Populacional.

De acordo com artigo publicado na edição de agosto de 2005 da revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, “a exposição à radiação na região da cabeça e pescoço, a história pessoal de bócio e nódulo tireoidiano e a história familiar são os principais fatores associados ao câncer de tireóide. Outros fatores de exposição, tais como a ingestão de iodo, o tabagismo, o consumo de álcool e a história menstrual e reprodutiva, têm sido investigados, porém as evidências sobre a sua importância na determinação do câncer tireoidiano são menos consistentes”.

Os pesquisadores verificaram um padrão constante em todo o período analisado com concentração da doença a partir da faixa etária de 30 a 39 anos e em mulheres. A taxa de mortalidade nos homens sofreu queda de 21% dos cinco primeiros anos (1980-1984) para os cinco últimos anos (1995-1999) e de 17% nas mulheres. “Nossos resultados apontam para uma queda da mortalidade por câncer de tireóide no Brasil ao longo dos últimos 20 anos em ambos os sexos. Embora nossos resultados não nos permitam concluir sobre os determinantes dessa tendência de queda, uma possível explicação seria o aumento da sobrevida dos casos ao longo do período analisado”, explicam no artigo.

As maiores taxas de mortalidade foram observadas em Recife, no caso dos homens, e em Goiânia, no caso das mulheres. Já as menores e maiores taxas de incidência foram verificadas, respectivamente, em Belém e em São Paulo para ambos os sexos. Segundo a equipe, “a variabilidade das taxas de incidência entre locais deve estar relacionada a variações na cobertura dos Registros de Câncer de Base Populacional, assim como na disponibilidade e acesso a recursos diagnósticos e terapêuticos”.










Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)


 


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