Índice de maloclusões é alto entre estudantes de Camaragibe (PE)
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Foto: Agência Notisa
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Pesquisa realizada com 173 alunos mostra que há uma demanda reprimida por tratamentos ortodônticos no local e que quanto maior a severidade das maloclusões maior é a possibilidade de associação com alterações funcionais.
As maloclusões caracterizam-se por desvios de normalidade das arcadas dentárias, do esqueleto facial ou de ambos, com reflexos tanto nas diversas funções do aparelho estomatognático - traço de união entre as cadeias musculares anterior e posterior - quanto na aparência e na auto-estima das pessoas afetadas. Além da influência sobre a aparência
dos portadores, as maloclusões também estão relacionadas a um risco maior de traumatismos dentários. Nesse sentido, André Suliano e equipe da Universidade Federal de Pernambuco resolveram estimar a prevalência de maloclusões entre estudantes com 12 anos de idade do município de Camaragibe (PE).
De acordo com artigo publicado na edição de agosto de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, "o trabalho também buscou contribuir para a viabilidade de um amplo planejamento de ações direcionadas ao atendimento dos portadores de maloclusões, almejando-se que a futura
oferta de tratamentos ortodônticos nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) se torne efetivamente eqüitativa, reconhecendo, dessa forma, o direito - daqueles que mais necessitam - ao acesso prioritário a tratamentos especializados gratuitos e de qualidade".
Os resultados mostram que dos 173 alunos que participaram do estudo, 82,1% apresentaram maloclusão, sendo 38,2% consideradas manifestações menores de maloclusões; 20,8% maloclusões definidas; 13,3% maloclusões severas; e 9,8% maloclusões muito severas. Segundo os pesquisadores, "há uma alta demanda reprimida por tratamentos ortodônticos e quanto
maior a severidade das maloclusões maior é a possibilidade de associação com alterações funcionais, fato que deve ser levado em consideração no planejamento de serviços públicos destinados aos referidos agravos".
Dessa forma, eles alertam para a necessidade de se incluir a ortodontia nas especialidades a serem oferecidas prioritariamente pelos Centros de Especialidades Odontológicas. "Torna-se urgente o planejamento de meios que garantam, de um lado, o acesso dos casos mais severos ao tratamento especializado corretivo e, do outro lado, a implementação de ações
preventivas e interceptativas", ressaltam no artigo.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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