Pesquisa descreve perfil da assistência odontológica pública para a infância e adolescência em São Luís (MA)
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Foto: Agência Notisa
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Resultados mostram que o atendimento odontopediátrico apresenta grande oferta de serviços, porém são restritos a procedimentos de atenção básica, apontando baixa resolutividade dos problemas.
O estudo da distribuição e disponibilidade dos serviços de saúde bucal é, dentre outros indicativos, pré-requisito indispensável para se planejar a organização de um serviço local de saúde bucal. No Brasil, a assistência odontológica pública tem-se restringido quase que
completamente aos serviços básicos - ainda assim, com grande demanda reprimida. Isso é o que mostram Mariana da Silva e equipe da Universidade Federal do Maranhão em um estudo que teve como objetivo identificar e descrever os prestadores de serviços odontopediátricos no
município de São Luís (MA).
De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2007 da revista Ciência & Saúde Coletiva, "a prestação de serviços em Odontologia pode ser estratificada em quatro níveis distintos e interligados entre si: atenção geral, primária, básica e complexa. O
nível de atenção geral compreende os fatores externos condicionantes dos problemas odontológicos ou por eles influenciados. A atenção básica em saúde bucal compreende um conjunto de ações orientado à identificação, prevenção e solução dos principais problemas da população afetada. A atenção de nível complexo ou atenção terciária é aquela que abrange
ações que implicam em conhecimentos avançados, desenvolvidas em princípio por especialistas, na área clínica e na reabilitação funcional".
Os resultados mostram que o atendimento odontológico para crianças e adolescentes é disponibilizado em 91,1% das unidades de saúde, se concentrando na faixa etária de 6 a 12 anos, tanto nas unidades que prestam assistência diária e universal (65,75%) quanto naquelas (34,15%) onde o atendimento é feito em consultório restrito, específico e/ou em
dias específicos. Todas as unidades visitadas oferecem tratamento cirúrgico para a dentição permanente. A equipe verificou também que "o tratamento restaurador é mais disponibilizado para os dentes permanentes do que para os dentes decíduos. Mais da metade das unidades de saúde não apresenta ou não desenvolve programas de educação em saúde bucal. Na maioria delas, o tratamento odontológico para crianças e adolescentes é restrito à atenção básica e voltado para a dentição permanente".
Segundo os pesquisadores, o modelo assistencial tradicional de atendimento de livre demanda permanece. "A adequação dos serviços de saúde ao quadro epidemiológico predominante e aos problemas mais típicos de cada sociedade continua se constituindo num dos principais desafios a serem vencidos pelo mundo contemporâneo. Portanto, a avaliação da realidade de atendimento odontopediátrico no município de São Luís é claramente uma necessidade", ressaltam no artigo.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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