Pesquisa avalia alterações clínicas e laboratoriais provocadas pelo uso de amitraz com fins veterinários
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Foto: Agência Notisa
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Resultados mostram que, apesar de provocar algumas alterações como queda da pressão arterial, hipotermia, vômito, salivação e aumento no nível de glicose, pesticida pode ser utilizado por via tópica no tratamento de gatos.
O amitraz é um pesticida bastante utilizado na agricultura de outros países como acaricida de frutas e vegetais, mas que tem sido muito usado no Brasil pela medicina veterinária como carrapaticida e acaricida de grandes e pequenos animais, como os gatos, apesar de não ser recomendado pela maioria dos fabricantes, devido a pouca informação existente sobre
a segurança deste produto nesta espécie. Neste sentido, Silvia Franco e equipe da Universidade do Oeste Paulista resolveram avaliar as alterações clínicas e laboratoriais induzidas pelo amitraz em gatos por via tópica, através de banho, em concentração terapêutica.
De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2007 da revista
Ciência Rural, o amitraz causa intoxicação freqüente, mas considerada de baixa letalidade, porém diluições, vias de administração incorretas e distúrbios pré-existentes do animal como cardiopatia ou diabetes podem complicar seriamente o quadro clínico desta intoxicação.
No trabalho, as alterações observadas foram diminuição da pressão arterial, hipotermia, vômito, salivação, midríase, grau de sedação leve e aumento no nível de glicose. Alguns animais, individualmente, em alguns momentos, também apresentaram arritmia sinusal. Segundo a equipe, no entanto, apesar de ter ocorrido diminuição da freqüência cardíaca e pressão arterial sistólica e aumento no nível de glicose, esses valores estavam dentro da normalidade referida para a espécie felina: em nenhum momento os efeitos colaterais descritos na pesquisa colocaram em risco a vida do animal e são relatados também nas outras espécies em que seu uso é recomendado, como em cães, bovinos, ovinos e suínos.
De acordo com os pesquisadores, o amitraz utilizado por via tópica, através de banho, em concentração terapêutica, é seguro em gatos hígidos, devendo ser contra-indicado o seu uso em gatos diabéticos, com problemas cardíacos e hipotérmicos, como ocorre em outras espécies, podendo ser uma excelente alternativa terapêutica no tratamento da escabiose e da demodicose felina, devido à sua praticidade de aquisição e custo baixo.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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