Mulheres com perturbação do espectro autista apresentam diferenças na anatomia cerebral
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Foto: Agência Notisa
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Estudo publicado na edição de setembro do British Journal of Psychiatry concluiu que mulheres com perturbação do espectro autista apresentam diferenças significativas na anatomia cerebral frente aos controles em regiões cerebrais anteriormente relatadas como anormais em homens adultos com o distúrbio.
Pesquisa publicada na edição de setembro do British Journal of Psychiatry comparou a anatomia cerebral de 14 mulheres adultas com perturbação do espectro autista a de 19 controles utilizando imagem de ressonância magnética volumétrica e morfometria baseada em voxels. O estudo teve como objetivo analisar as diferenças nas substâncias branca e cinzenta nos cérebros de mulheres com perturbação do espectro autista.
De acordo com o artigo, os pesquisadores concluíram que mulheres com perturbação do espectro autista apresentam diferenças significativas na anatomia cerebral frente aos controles, em regiões cerebrais anteriormente relatadas como anormais em homens adultos com o distúrbio. Nossa compreensão das diferenças anatômicas em pessoas com perturbação
do espectro autista é baseada em amostras apenas com homens ou com pessoas de ambos os sexos, afirmam Michael C. Craig e colegas do departamento de medicina psicológica do Institute of Psychiatry.
Os resultados da pesquisa mostraram que mulheres com perturbação do espectro autista têm bilateralmente uma densidade menor de substância cinzenta nos córtices fronto-temporais e no sistema límbico e de substância branca nos lobos temporais (anterior) e ponte.
Em contraste, elas têm bilateralmente uma densidade maior de substância branca em regiões de fibras de associação e de projeção dos lobos frontal, parietal, posterior, temporal e ocipital, nas fibras comissurais dos corpos calosos (esplênio) e cerebelo (lobo anterior),
explicam. Além disso, foi identificada uma relação negativa entre uma densidade reduzida de substância cinzenta nas regiões límbicas direita e capacidade social de comunicação.
Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
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