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Travis, a melhor banda do rock britânico
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Não há mais dúvidas. Com o lançamento esta semana na Europa e EUA do disco "The Invisible Band", os escoceses do Travis ganham o título de banda mais importante do rock britânico, título que já foi do Oasis e do Blur, encerrando a era de arrogâncias do britpop. Ao contrário dos inglesinhos, os escoceses foram tachados de "a banda britânica mais legal dos últimos tempos", consenso em todo o Reino Unido, em especial pelo bom humor dos músicos, atenção à imprensa e fãs, shows incríveis, e o mais importante, as músicas e melodias mais envolventes do rock atual.
Ao lado dos cultuados e anti-comerciais Belle and Sebastian, eles formam a dupla das bandas mais importantes da Escócia, a terra que produz uísque e berço de outra banda ultralegal e que influenciou as outras duas: Jesus and Mary Chain.
Voltando ao Travis, depois de dois ótimos álbuns, a estréia com "Good Feeling", em 1997, cheio de guitarras e 400 mil cópias vendidas, e o multimilionário "The Man Who", em 1999, cheio de baladas e 6 milhões de cópias vendidas, a banda reafirma, no terceiro trabalho, a vocação de construtores de baladas perfeitas. Aliás, o Travis já havia atingido o estágio de pop perfeito com "The Man Who".
"The Invisible Band" também afasta mais ainda a banda do rock barulhento de "Good Feeling", se concentrando novamente nas canções ternas e líricas do segundo disco. "O Travis seguiu esse caminho mais lírico naturalmente. A banda foi amadurecendo, controlando mais a energia. Mas ainda tocamos pesado ao vivo. Mas o som do Travis foi mudando com o tempo. Minha voz mudou, nossas vidas mudaram. É orgânico", disse Fran Healy, o vocalista e principal letrista do grupo, em entrevista à imprensa brasileira.
Já batizado pela mídia especializada de "The Man Two", em referência ao lírico e belíssimo segundo disco, a verdade é que "The Invisible Band" em nada inova na sonoridade do Travis, o que não é ruim, afinal, as seis milhões de pessoas que compraram e se maravilharam com "The Man Who" (que pelo estrondoso sucesso, foi o responsável por fazer o grupo cair no gosto dos fãs de rock britânico) aguardavam ansiosos pelo novo disco, e mais ainda, que seguisse o caminho das melodias perfeitas.
Na definição de Fran Healy, as músicas de "The Invisible Band" são "mais bonitas e gostosas de tocar". Ele também faz uma comparação entre os três discos do grupo: "O primeiro revelou uma banda com mais energia do que qualquer outra coisa. A preocupação primeira era tocar ao vivo, mais até do que fazer uma boa canção. Com "The Man Who" isso se inverteu. A intenção primeira era encontrar a melodia certa para aquilo que seria o som ideal para o Travis. "The Invisible Band", para nós, representa um passo adiante nos dois sentidos. Acho que são músicas mais bonitas e todas bem gostosas de tocar".
Só por aí, os fãs já podem ter certeza que não se decepcionarão com o álbum, que aliás, é altamente recomendável para que ainda não se iniciou nas suaves e deliciosas canções do Travis. "The Invisible Band" tem ao menos três bons motivos para ser ouvido: "Sing", "Afterglow" e "Follow the Light". Mas quem estiver com dinheiro sobrando, é recomendável adquirir também "The Man Who".
Andréia Simões/ redação Unisite
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