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Notícias Unisite

29/10/2008 - 07:42:51

Atendimento com qualidade em residências aumenta tempo de alta e evita internações desnecessárias
Pesquisadores da UFRJ identificam em sete cidades de estados do Brasil a existência de equipes diferenciadas pela necessidade dos pacientes crônicos.
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA



O atendimento de saúde domiciliar pode gerar bons resultados, inclusive para famílias com precárias condições econômicas. Esta é a conclusão de pesquisadores brasileiros da Pós Graduação em Clínica Médica do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e está publicada em artigo na última edição do Pan American Journal of Public Health.

Laura Feuerwerker e Emerson Elias Merhy descrevem, no artigo, algumas causas que levam gestores de saúde a optar pela oferta de cuidado nas residências. São elas “desospitalização de internações desnecessárias antes geradas pela fragilidade das redes de apoio em situações de vulnerabilidade social; processos de ‘alta precoce’ para ampliar a rotatividade dos leitos hospitalares e evitar complicações advindas de internações prolongadas; busca de períodos maiores livres de intercorrências hospitalares em pacientes crônicos, com histórico de reinternações recorrentes; e cuidados paliativos em que o alívio da dor e uma boa morte são o objeto do trabalho das equipes”.

Os autores investigaram sete experiências em cidades diversas que envolviam atendimento domiciliar reconhecido pelo Ministério da Saúde. A cidades selecionadas foram Sobral (Ceará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Rio de Janeiro (Estado do Rio), Marília (São Paulo) e Londrina (Paraná). “A coleta de dados ocorreu de novembro de 2005 a julho de 2006. Foram avaliadas sete iniciativas de atenção domiciliar: uma experiência de gestão federal, uma de gestão estadual, quatro de gestão municipal e uma experiência filantrópica. Três dessas experiências eram ligadas a hospitais e quatro a secretarias de saúde”, dizem no texto.

Eles identificaram que, com exceção de Sobral, onde o cuidado era feito por equipes de saúde da família, em todos os municípios havia equipes de saúde especificas para a atenção domiciliar, “Em todos os casos, eram equipes multiprofissionais, constituídas por médico, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, assistente social e auxiliar de enfermagem. Existiam equipes generalistas (que cuidavam de pessoas de qualquer idade em situações clínicas de restrição crônica ao leito ou que exigiam cuidados mais intensivos do que os oferecidos em ambulatório ou hospital-dia) e equipes especialistas (orientadas ao cuidado de determinadas situações patológicas, tais como AIDS, prematuridade, doenças pulmonares, feridas, cuidados paliativos em câncer)”, dizem.

Os pesquisadores também destacam “a qualidade e a humanização da atenção, o trabalho em equipe, o desenvolvimento de vínculo e a responsabilização por parte dos trabalhadores e a participação efetiva dos cuidadores e das famílias na produção dos projetos terapêuticos”. O artigo completo pode ser acessado em http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1020-49892008000900004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)