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Notícias Unisite

24/10/2008 - 07:21:04

Estudo aponta síndrome metabólica em motoristas profissionais
Profissionais de estrada apresentam grandes chances de ter doença cardiovascular.
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA



Parece que não anda muito boa a saúde dos motoristas profissionais que dirigem no trecho paulista da rodovia Régis Bittencourt. Pelo menos é o que aponta estudo de Luciane Cavagioni, Isabela Bensenõr, Alfredo Halpern e Angela Pierin, da Univesidade de São Paulo, publicado nos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia de agosto de 2008. Interessados em definir a prevalência da síndrome metabólica em motoristas deste intervalo da BR-116, os pesquisadores mediram índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal, pressão arterial, triglicérides, colesterol total e frações e proteína C reativa em 258 motoristas, com idade em torno de 37 anos.

Além disso, avaliaram a síndrome metabólica segundo a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Esta diretriz, cujo texto está publicado no site da Sociedade Brasileira de Cardiologia – www.cardiol.br – afirma que a “síndrome metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina”. A diretriz também indica que é “importante destacar a associação da SM com a doença cardiovascular, aumentando a mortalidade geral em cerca”.

Segundo o artigo, os resultados mostraram-se desfavoráveis para os trabalhadores já que “82% tinham IMC > 25 kg/m2, 58% circunferência abdominal > 94 cm, 9% colesterol total > 240 mg/dL, 10% LDL-c > 160 mg/dL; 23% HDL-c < 40 mg/dL, 22% triglicérides > de 200 mg/dL, 7% glicemia > 110 mg/dL e 19% proteína C reativa > 0,5 mg/dL”, todas medidas acima do normal.

Além disso, 37% tinham hipertensão arterial e 24% síndrome metabólica.

Para os autores do estudo, foi verificada “alta freqüência de fatores de riscos cardiovasculares nos motoristas profissionais de transporte de cargas, em especial, a hipertensão arterial, sobrepeso, obesidade e sedentarismo”. Eles ressaltam que “embora a freqüência da síndrome metabólica verificada nos motoristas, que é uma população específica, apresente-se semelhante a alguns estudos internacionais, confirmou-se a necessidade de serem realizados estudos populacionais brasileiros para determinação da sua real freqüência”. Afirmam ainda que especialmente “a população estudada deve ser encorajada a adotar e manter padrões de vida sadios e estimulada a tomar decisões preventivas que modifiquem seu comportamento de risco, objetivando melhorar suas condições de saúde”.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)