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10/11/2008 - 13:57:29
ViolênciaMototaxista comparece na polícia e alega legítima defesa
O mototaxista Renato Custódio de Lima, 21 anos de idade, morador no Jardim Aritana, autor da tentativa de homicídio ocorrida no último dia 5, contra o também mototaxista Paulo César da Silva, 32 anos de idade, apresentou-se na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), na tarde de sexta-feira, acompanhado de seu advogado, quando prestou depoimento.
Segundo Lima, o tiro que atingiu Paulo foi mesmo disparado por ele, mas em legítima defesa. Em seu depoimento, Lima descartou a possibilidade do crime ter sido praticado por motivo passional.
O autor contou à polícia que há cerca de três meses trabalha numa empresa de mototáxi, localizada na zona Leste da cidade.
Ele disse que tinha amizade com Paulo e a sua ex-esposa, e quando começou a trabalhar na empresa, o casal já trabalhava no local há muito mais tempo, mas eles estavam separados.
Em virtude da amizade que tinha com o casal, Paulo por várias vezes lhe pediu para conversar com a sua ex-mulher e tentar convencê-la a reatar o relacionamento. O autor informou que chegou a conversar com a amiga nesse sentido, mas não obteve êxito.
Ocorre que pelo fato de não conseguir reatar o seu relacionamento, Paulo passou a ficar com “raiva” de diversas pessoas, inclusive de Renato Custódio de Lima, por desconfiar que o mesmo estaria mantendo um relacionamento amoroso com a sua ex-mulher.
Mesmo com o autor negando a sua suspeita, Paulo continuava alimentando essa possibilidade. Por esse motivo, toda vez que cruzava com Lima pela cidade, fazia menção de estar armado, insinuando que iria matá-lo.
Para piorar ainda mais a situação, a casa de Lima era vizinha da casa onde a ex-mulher de Paulo residia. Depois da separação, o mototaxista saiu da residência, mas a ex-mulher permaneceu no local, com as filhas.
No último dia 5, a ex-mulher de Paulo mudou-se daquela casa, sendo que Lima e um amigo chamado James, além de outras pessoas, a ajudaram na mudança.
No final da tarde, Lima e James estavam sozinhos na residência, sobre o telhado, providenciando a retirada do fio da antena. Nesse momento, Paulo passou de moto pelo local e foi visto por Lima, que deduzindo que o mototaxista retornaria à casa, desceu do telhado juntamente com James, ficando os dois na garagem da residência.
Conforme havia imaginado, o mototaxista realmente retornou e, após esta-cionar a moto na frente da residência, seguiu em direção aos dois.
Segundo Lima, depois que Paulo descobriu que não havia mais ninguém na casa, o mototaxista sacou uma faca que trazia na cintura e disse que ali mesmo iriam acertar as contas.
Diante disso, Lima disse que correu para os fundos da residência, onde existem alguns cômodos, com a intenção de pegar algum objeto para se defender.
Ao mexer em uma máquina de costura com gabinete de madeira, acabou encontrando um revólver que estava escondido na máquina.
Ele sustentou na polícia que, mesmo sem abrir o tambor para saber se a arma estava carregada, pegou a mesma e, ao apontá-la para a vítima que seguia em sua direção, ele lhe respondeu que se tratava de um revólver 32.
Ainda assim a vítima não deixou o local, afirmando que não iria embora enquanto as diferenças entre as partes não fossem resolvidas ali mesmo.
Nesse sentido, a vítima seguiu até a frente da casa, pegou um celular e disse que ia ligar para algumas pessoas. O autor afirma ter solicitado à vítima para que deixasse o local, o que não aconteceu. Lima relatou que Paulo chegou a colocar o capacete, mas desistiu de ir embora.
Mais uma vez a vítima teria pegado o celular ameaçando ligar para alguns “amigos” e desta vez, com a faca em punho, partiu para cima de Renato Custódio, que armado com o revólver efetuou um disparo, vindo a atingir o mototaxista na cabeça.
Segundo o autor, depois do disparo, a vítima caiu no chão e, em seguida, ele se aproximou e efetuou mais um disparo em direção à cabeça da vítima, mas não soube informar se chegou a atingir o mototaxista.
Após os disparos, Lima disse que montou na sua motocicleta e, em companhia de James, que segundo ele, somente presenciou os fatos, não tendo nenhuma participação no crime, seguiram em direção ao Distrito de Varpa, onde reside o tio de James.
Antes de chegarem em Varpa, seguiram até a ponte do Rio do Peixe, na vicinal Tupã/Quatá, onde a arma teria sido dispensada.
Como o tio de James não permitiu a permanência deles no local, Lima então pegou uma estrada de terra, na qual encontraram dois tubos de concreto, onde esconderam a motocicleta.
Segundo a DIG, as investigações em relação ao crime não cessaram. Ainda faltam diversas pessoas a serem ouvidas, bem como os resultados dos laudos da Polícia Técnica, entre outros procedimentos, até que o inquérito seja finalmente concluído.
O que se sabe é que a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo, no lado de trás da cabeça, e que continuava internada em estado grave, em coma induzido, na UTI do hospital São Francisco de Assis.
Segundo Lima, o tiro que atingiu Paulo foi mesmo disparado por ele, mas em legítima defesa. Em seu depoimento, Lima descartou a possibilidade do crime ter sido praticado por motivo passional.
O autor contou à polícia que há cerca de três meses trabalha numa empresa de mototáxi, localizada na zona Leste da cidade.
Ele disse que tinha amizade com Paulo e a sua ex-esposa, e quando começou a trabalhar na empresa, o casal já trabalhava no local há muito mais tempo, mas eles estavam separados.
Em virtude da amizade que tinha com o casal, Paulo por várias vezes lhe pediu para conversar com a sua ex-mulher e tentar convencê-la a reatar o relacionamento. O autor informou que chegou a conversar com a amiga nesse sentido, mas não obteve êxito.
Ocorre que pelo fato de não conseguir reatar o seu relacionamento, Paulo passou a ficar com “raiva” de diversas pessoas, inclusive de Renato Custódio de Lima, por desconfiar que o mesmo estaria mantendo um relacionamento amoroso com a sua ex-mulher.
Mesmo com o autor negando a sua suspeita, Paulo continuava alimentando essa possibilidade. Por esse motivo, toda vez que cruzava com Lima pela cidade, fazia menção de estar armado, insinuando que iria matá-lo.
Para piorar ainda mais a situação, a casa de Lima era vizinha da casa onde a ex-mulher de Paulo residia. Depois da separação, o mototaxista saiu da residência, mas a ex-mulher permaneceu no local, com as filhas.
No último dia 5, a ex-mulher de Paulo mudou-se daquela casa, sendo que Lima e um amigo chamado James, além de outras pessoas, a ajudaram na mudança.
No final da tarde, Lima e James estavam sozinhos na residência, sobre o telhado, providenciando a retirada do fio da antena. Nesse momento, Paulo passou de moto pelo local e foi visto por Lima, que deduzindo que o mototaxista retornaria à casa, desceu do telhado juntamente com James, ficando os dois na garagem da residência.
Conforme havia imaginado, o mototaxista realmente retornou e, após esta-cionar a moto na frente da residência, seguiu em direção aos dois.
Segundo Lima, depois que Paulo descobriu que não havia mais ninguém na casa, o mototaxista sacou uma faca que trazia na cintura e disse que ali mesmo iriam acertar as contas.
Diante disso, Lima disse que correu para os fundos da residência, onde existem alguns cômodos, com a intenção de pegar algum objeto para se defender.
Ao mexer em uma máquina de costura com gabinete de madeira, acabou encontrando um revólver que estava escondido na máquina.
Ele sustentou na polícia que, mesmo sem abrir o tambor para saber se a arma estava carregada, pegou a mesma e, ao apontá-la para a vítima que seguia em sua direção, ele lhe respondeu que se tratava de um revólver 32.
Ainda assim a vítima não deixou o local, afirmando que não iria embora enquanto as diferenças entre as partes não fossem resolvidas ali mesmo.
Nesse sentido, a vítima seguiu até a frente da casa, pegou um celular e disse que ia ligar para algumas pessoas. O autor afirma ter solicitado à vítima para que deixasse o local, o que não aconteceu. Lima relatou que Paulo chegou a colocar o capacete, mas desistiu de ir embora.
Mais uma vez a vítima teria pegado o celular ameaçando ligar para alguns “amigos” e desta vez, com a faca em punho, partiu para cima de Renato Custódio, que armado com o revólver efetuou um disparo, vindo a atingir o mototaxista na cabeça.
Segundo o autor, depois do disparo, a vítima caiu no chão e, em seguida, ele se aproximou e efetuou mais um disparo em direção à cabeça da vítima, mas não soube informar se chegou a atingir o mototaxista.
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