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01/06/2010 - 09:45:46
EXODUS E A INTERNET*Roberto Musatti
Logo após o final da 2ª Guerra Mundial, os poucos judeus sobreviventes do Holocausto na Europa, doentes, traumatizados e sem ter para onde ir com todas as portas lhes sendo fechadas, embarcavam em navios velhos e surrados, alugados na Turquia e em Chipre pela Agencia Judaica, ONG da época que tentava traze-los a Israel, ainda sob o mandato Britânico. Tarefa difícil, pois a Royal Navy fazia tudo para fazer valer a proibição de entrada de judeus na região, acertada com os paises árabes visando seu apoio contra Hitler.
O Exodus foi um dos navios que tentou furar este bloqueio, fruto de um filme e musica hoje conhecidos mundialmente. Muitos morreram de sede e inanição nos navios, se recusando a retornar aos campos de concentração em Chipre. Protestos se espalharam em todo o mundo e o resto é historia... O Estado de Israel foi criado após aprovação na ONU, que criou ao mesmo tempo um estado Palestino – o Reino Hachemita da Jordânia. No dia de sua independência, Israel foi atacado pelos exércitos de oito nações árabes (das 22 muçulmanas atualmente existentes) que desde então não aceitavam a existência do único estado judaico do mundo. A herança histórica deste povo assim como o objetivo de impedir novo Holocausto pouco importou na época e permanece até hoje.
Gaza é um território que ninguém quer. O Egito foi seu dono até 67 quando perdeu nas Guerra dos 6 dias. Israel devolveu aos Palestinos em 2006, evacuando unilateralmente mais de 8 mil colonos. Em 2007 em eleições locais, cansados da corrupção da Fatah do falecido Arafat, elegeram o Hamas, organização terrorista fundamentalista xiita de apoio iraniano. Sua carta de objetivos é clara: destruição de Israel a qualquer custo e isto é posto em ação desde então. Mais de 6 mil foguetes foram disparados de Gaza sobre cidades israelenses, obrigando milhares de civis a viver em refúgios subterrâneos. Em Janeiro de 2009, sem que nenhum país, nenhuma ONG ou grupo de ativistas fizesse algum protesto sobre esta situação, Israel atacou Gaza para acabar com os foguetes do Hamas, covardemente escudados na população civil local.
Os árabes perderam já varias guerras com Israel e sabem que dificilmente poderão acabar com uma das quatro maiores potencias militares nucleares do mundo. Seu objetivo, agora ampliado para a fratricida luta entre xiitas (Irã) e sunitas, só pode ser alcançado pela guerra da mídia, da internet, das relações publicas. Pouco tem de relação com a criação do estado palestino (já concordado por Israel) ou com o sofrimento da população de Gaza.
Judeus controlam os bancos e a imprensa mundial... diz a lenda. Entretanto, são os petrodolares sauditas e dos Emirados Árabes que financiam o terrorismo fundamentalista a partir das masdrassas (escolas religiosas) e o alto investimento na midia internacional. Em 2000, uma foto publicada no jornal The New York Times correu o mundo e se tornou pôster de propaganda esparramado em todo mundo árabe (abaixo).
Sob o titulo “Policial Israelense e jovem palestino na Esplanada do Templo”, a foto da Associated Press dava a entender estar retratando a agressão do infante palestino pelo brutamontes de Israel. Na realidade o jovem se chama Tuvia Grossman, judeu de Chicago então estudando em Israel que tinha sido brutalmente atacado por um grupo de palestinos a ponto de perder parte dos movimentos da perna, concussão cerebral e ossos quebrados. Sua sorte foi a intervenção da policia de Jerusalém que dispersou a turba, motivo da foto. O jornal se retratou apenas depois de muito protesto.
A marinha de Israel interceptou em 2002 uma embarcação que rumava a Gaza cheia de armamentos. De origem da Fatah, ocorria bem no momento que Arafat, Clinton e Barak negociavam a criação de um estado palestino e o fim da Intifada...
Agora em 2010 dos 6 navios que não pela 1ª vez tentam usar o exemplo Exodus e o sofrimento do povo palestino para atingir o objetivo de destruição da imagem de Israel, apenas um deles se recusou a obedecer a ordem de rumar ao porto de Ashdod onde a carga ‘humanitaria’ seria conferida e transferida por terra aos seus beneficiários em Gaza. O navio Marmara, fretado pela ‘ONG’ turca IHH, de sabidos laços com o Hamas estava preparado para enfrentar os israelenses, com o objetivo de causar a celeuma que eventualmente se concretizou. Contavam com a resolução de um exercito popular que sabe os riscos que a segurança do país representa. As filmagens já divulgadas mostram ‘ativistas’ atacando inclusive com armas de fogo os comandos de Israel que só atiram em defesa própria.
A reação mundial beira o absurdo da hipocrisia. Onde estava Ângela Merkel e Blair com relação a Darfur? Milhares de crianças morrem de fome no regime de Kim Jong e não se vêem protestos na Europa. Os turcos são rápidos em esquecer seu ‘holocausto armenio’ e ameaçam cortar os laços com que os lembre.
Interessante como poucas horas depois do anuncio do conflito em alto mar, pipocaram protestos em todo o mundo, com faixas, bandeiras, e banners que levam no mínimo dias para serem confeccionados... São milagres que a espontaneidade dos petrodolares conseguem realizar num mundo globalizado.
Pena que a diplomacia brasileira seja ditada pelo jurássico esquerdista Marco Aurélio Garcia (MAG) – o homem do top-top do Planalto – e o medíocre Amorim.
A ética foi substituída pela ânsia egocêntrica e megalomaníaca de liderança terceiro-mundista e conquista de assento no Conselho de Segurança da ONU.
Pouco a dizer de uma política que chama Cuba de ‘democracia’, a oposição cubana de ‘bandidos e irracional’, Ahmedinejad de ‘estadista’, a oposição iraniana de ‘maus perdedores’ e cultiva relações estreitas com o cocaleiro boliviano Evo Morales e o filibusteiro Hugo Chavez.
Como sempre, a verdade e os civis – palestinos e israelenses - são as únicas verdadeiras vitimas: inocentes buchas de canhão.
O Exodus foi um dos navios que tentou furar este bloqueio, fruto de um filme e musica hoje conhecidos mundialmente. Muitos morreram de sede e inanição nos navios, se recusando a retornar aos campos de concentração em Chipre. Protestos se espalharam em todo o mundo e o resto é historia... O Estado de Israel foi criado após aprovação na ONU, que criou ao mesmo tempo um estado Palestino – o Reino Hachemita da Jordânia. No dia de sua independência, Israel foi atacado pelos exércitos de oito nações árabes (das 22 muçulmanas atualmente existentes) que desde então não aceitavam a existência do único estado judaico do mundo. A herança histórica deste povo assim como o objetivo de impedir novo Holocausto pouco importou na época e permanece até hoje.
Gaza é um território que ninguém quer. O Egito foi seu dono até 67 quando perdeu nas Guerra dos 6 dias. Israel devolveu aos Palestinos em 2006, evacuando unilateralmente mais de 8 mil colonos. Em 2007 em eleições locais, cansados da corrupção da Fatah do falecido Arafat, elegeram o Hamas, organização terrorista fundamentalista xiita de apoio iraniano. Sua carta de objetivos é clara: destruição de Israel a qualquer custo e isto é posto em ação desde então. Mais de 6 mil foguetes foram disparados de Gaza sobre cidades israelenses, obrigando milhares de civis a viver em refúgios subterrâneos. Em Janeiro de 2009, sem que nenhum país, nenhuma ONG ou grupo de ativistas fizesse algum protesto sobre esta situação, Israel atacou Gaza para acabar com os foguetes do Hamas, covardemente escudados na população civil local.
Os árabes perderam já varias guerras com Israel e sabem que dificilmente poderão acabar com uma das quatro maiores potencias militares nucleares do mundo. Seu objetivo, agora ampliado para a fratricida luta entre xiitas (Irã) e sunitas, só pode ser alcançado pela guerra da mídia, da internet, das relações publicas. Pouco tem de relação com a criação do estado palestino (já concordado por Israel) ou com o sofrimento da população de Gaza.
Judeus controlam os bancos e a imprensa mundial... diz a lenda. Entretanto, são os petrodolares sauditas e dos Emirados Árabes que financiam o terrorismo fundamentalista a partir das masdrassas (escolas religiosas) e o alto investimento na midia internacional. Em 2000, uma foto publicada no jornal The New York Times correu o mundo e se tornou pôster de propaganda esparramado em todo mundo árabe (abaixo).
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Sob o titulo “Policial Israelense e jovem palestino na Esplanada do Templo”, a foto da Associated Press dava a entender estar retratando a agressão do infante palestino pelo brutamontes de Israel. Na realidade o jovem se chama Tuvia Grossman, judeu de Chicago então estudando em Israel que tinha sido brutalmente atacado por um grupo de palestinos a ponto de perder parte dos movimentos da perna, concussão cerebral e ossos quebrados. Sua sorte foi a intervenção da policia de Jerusalém que dispersou a turba, motivo da foto. O jornal se retratou apenas depois de muito protesto.
A marinha de Israel interceptou em 2002 uma embarcação que rumava a Gaza cheia de armamentos. De origem da Fatah, ocorria bem no momento que Arafat, Clinton e Barak negociavam a criação de um estado palestino e o fim da Intifada...
Agora em 2010 dos 6 navios que não pela 1ª vez tentam usar o exemplo Exodus e o sofrimento do povo palestino para atingir o objetivo de destruição da imagem de Israel, apenas um deles se recusou a obedecer a ordem de rumar ao porto de Ashdod onde a carga ‘humanitaria’ seria conferida e transferida por terra aos seus beneficiários em Gaza. O navio Marmara, fretado pela ‘ONG’ turca IHH, de sabidos laços com o Hamas estava preparado para enfrentar os israelenses, com o objetivo de causar a celeuma que eventualmente se concretizou. Contavam com a resolução de um exercito popular que sabe os riscos que a segurança do país representa. As filmagens já divulgadas mostram ‘ativistas’ atacando inclusive com armas de fogo os comandos de Israel que só atiram em defesa própria.
A reação mundial beira o absurdo da hipocrisia. Onde estava Ângela Merkel e Blair com relação a Darfur? Milhares de crianças morrem de fome no regime de Kim Jong e não se vêem protestos na Europa. Os turcos são rápidos em esquecer seu ‘holocausto armenio’ e ameaçam cortar os laços com que os lembre.
Interessante como poucas horas depois do anuncio do conflito em alto mar, pipocaram protestos em todo o mundo, com faixas, bandeiras, e banners que levam no mínimo dias para serem confeccionados... São milagres que a espontaneidade dos petrodolares conseguem realizar num mundo globalizado.
Pena que a diplomacia brasileira seja ditada pelo jurássico esquerdista Marco Aurélio Garcia (MAG) – o homem do top-top do Planalto – e o medíocre Amorim.
A ética foi substituída pela ânsia egocêntrica e megalomaníaca de liderança terceiro-mundista e conquista de assento no Conselho de Segurança da ONU.
Pouco a dizer de uma política que chama Cuba de ‘democracia’, a oposição cubana de ‘bandidos e irracional’, Ahmedinejad de ‘estadista’, a oposição iraniana de ‘maus perdedores’ e cultiva relações estreitas com o cocaleiro boliviano Evo Morales e o filibusteiro Hugo Chavez.
Como sempre, a verdade e os civis – palestinos e israelenses - são as únicas verdadeiras vitimas: inocentes buchas de canhão.
Roberto Musatti - Economista (USP) Mestre em Marketing (Michigan State) Professor da REGES
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